Solução:
Revestimento / Impermeabilização de Canal para
evitar perda de água por percolação no solo
Cliente:
Construtora Norberto
Odebrecht Brasil S.A.
Obra:
Canal do Sertão Alagoano
Local:
São José da Tapera – Alagoas/AL
(304 Km de Maceió)
Produto utilizado:
RomaDrain 2GT (Geocomposto drenante)
Data:
Novembro de 2014
Quantidade: Geocomposto – 23.865 m²

Necessidade da Obra

Localizado a 304 km de Maceió, o Canal do Sertão Alagoano, com 65 km construídos, já disponibiliza água para consumo humano, animal e atividade agrícola nos municípios alagoanos de Delmiro Gouveia, Pariconha e Água Branca. Ao final, vai contemplar 42 cidades chegando à Arapiraca, no agreste do estado. A Integração do Rio São Francisco é o principal projeto de recursos hídricos do PAC 2, mas não o único. As adutoras do Algodão e Pajeú, a vertente litorânea da Paraíba, o Eixão das Águas no Ceará e o Canal do Sertão Alagoano são outros projetos importantes que já estão melhorando a qualidade de vida das pessoas – tanto por disponibilizar a tão necessária água como também pela capacitação profissional e crescimento econômico que levam às regiões por onde passam. Dentre as cidades a serem beneficiadas pelo Canal do Sertão Alagoano estão Caraíbas, Cacimbinhas, Canapi, Carneiros, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Mata Grande, Olho d’Água do Casado, Olho d’Água das Flores, Olivença, Palmeira dos Índios, Pariconha e Piranhas.

case-roma-canal-sertao-1

Fonte : https://i3gov.planejamento.gov.br

Processo Construtivo

O início da operação do Canal do Sertão permite a distribuição de água ao longo dos municípios de Delmiro Gouveia, Pariconha e Água Branca, já na divisa com Olho D’Água do Casado. No início da obra a água já atingia o km 16 do canal, atingindo o km 65 após uma semana de operação. Inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Canal do Sertão é a maior obra de infraestrutura hídrica de Alagoas e uma das maiores do Nordeste. Ele vai beneficiar 42 municípios e mais de 1 milhão de alagoanos, levando água para a população sertaneja anualmente atingida pela seca, melhorando a qualidade de vida da população e desenvolvendo a economia regional, além de contribuir para a redução do êxodo rural no Sertão. O governo do estado de Alagoas concluiu os dois primeiros trechos do canal, alcançando o km65, e as obras do terceiro trecho já foram iniciadas, com serviços em andamento e recursos garantidos pelo Ministério da Integração Nacional até o km 78. Quando estiver concluído, o Canal do Sertão alcançará a marca de 250 km de extensão, ligando Delmiro Gouveia a Arapiraca.

Esse canal basicamente terá as mesmas características do Canal de Integração do Rio São Francisco, pois irá utilizar Geocomposto Drenante – ROMADRAIN 2GT como elemento drenante e de alívio de possíveis elevações de lençol freático sob a Geomembrana. O projeto desse canal contempla a utilização de Geomembrana PEAD Texturizada, pois o canal será concretado e a inclinação de seus taludes serão íngremes, necessitando esse tipo específico de revestimento para auxiliar na estabilidade da camada de concreto. A Geomembrana Texturizada será colocada sobre o Geocomposto Drenante e posteriormente sobre ela a camada de concreto (proteção mecânica), permitindo uma maior vida útil do canal, evitando perdas de líquido por percolação no solo (arenoso) e diminuindo a rugosidade de fundo e taludes.


case-roma-canal-sertao-2

Fonte : http://www.integracao.gov.br/



case-roma-canal-sertao-3

Fonte : http://www.maltanet.com.br/


Essa obra será uma tendência de atuação da Codevasf, especialmente nos projetos de canais hídricos de uso múltiplo. “Esses projetos de desenvolvimento hidroagrícola que estão sendo implantados pela Codevasf nas comunidades difusas ao longo do Canal do Sertão serão modelos a serem adotados para outros projetos semelhantes em nossa área de atuação, como o Canal de Xingó entre Bahia e Sergipe. Os projetos contemplam os “quintais produtivos”, com água para irrigação e todo um sistema de irrigação por gotejamento de alta eficiência, que serão implantados pela Codevasf nos lotes dos agricultores e água tratada para consumo humano, trazendo sustentabilidade real a essas comunidades rurais.

Resultados

O Canal do Sertão Alagoano é uma obra planejada e executada pelo governo de Alagoas há aproximadamente 20 anos, com recursos do próprio estado e do Ministério da Integração Nacional. Sua água tem sido usada para mitigar os efeitos da estiagem por que passa o estado. A Codevasf trabalha na elaboração dos projetos para implantação de adutoras que atenderão 102 comunidades rurais situadas ao longo do Canal do Sertão Alagoano. As adutoras levarão água para abastecimento humano e produção hidroagrícola a assentamentos da reforma agrária, agrovilas e povoados difusos que sofrem com os efeitos da estiagem prolongada no semiárido de Alagoas.  “O Canal do Sertão Alagoano é a principal obra em execução no estado de Alagoas e é provido com águas do rio São Francisco. Diante da necessidade do acesso à água, bem de valor imensurável, os projetos serão executados concomitantemente com sua elaboração, visando mitigar a seca com agilidade no acesso à água.

Fonte : http://www.agenciaalagoas.gov.br

Fonte : http://www.agenciaalagoas.gov.br

Esse empreendimento consiste em várias obras, desde o canal de aproximação na tomada d`água do Reservatório de Moxotó das Areias, estação elevatória, adutora por recalque e gravidade, reservatório de controle, canal de seção trapezoidal, e as estruturas de transição. No projeto são distinguidas três áreas influenciadas pelo canal, a faixa diretamente beneficiável, área de influência direta e de influência indireta. A primeira corresponde as áreas atendidas com água do canal, faixa de duas margens de 10 km em relação ao alinhamento do canal, perímetros de irrigação, sequeiro e agropecuária. A área de influência direta localiza-se em torno da faixa diretamente beneficiável pelo canal, já a área de influência indireta envolve o restante do estado de Alagoas. As demandas de água ao longo da faixa diretamente beneficiável do Canal do Sertão Alagoano foram estimadas considerando os três principais usuários detentores de uso consultivo :- aproveitamento hidroagrícola; demanda rural difusa e abastecimento de água urbano e rural.

Rev.: 00
Data 02/04/2015